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Em Sousa, gestão Tyrone recorre ao TJPB para negar medicamento a paciente portadora de embolia pulmonar

Para o magistrado, as questões orçamentárias alegadas pelos advogados da gestão Tyrone não podem estar superior a vida.

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
01/12/2020 às 18h04 Atualizada em 03/12/2020 às 09h02
Em Sousa, gestão Tyrone recorre ao TJPB para negar medicamento a paciente portadora de embolia pulmonar
Para o magistrado, as questões orçamentárias alegadas pelos advogados da gestão Tyrone não podem estar superior a vida. (Foto: Reprodução).

"É dever do poder público prover as despesas com os medicamentos de pessoa que não possui condições de arcar com os valores sem se privar dos recursos indispensáveis ao sustento próprio e da família". Com esse entendimento, a 1º Câmara Cível do Tribunal de Justiça negou provimento à Apelação Cível nº 0806063-07.2019.8.15.0371, interposta Prefeitura Municipal de Sousa, gestão do prefeito Fábio Tyrone Braga de Oliveira (Cidadania), que foi condenado a fornecer o medicamento ‘Rivaroxabana 20mg’ a uma paciente que sofre de embolia pulmonar.

De acordo com o relator do processo, juiz convocado Inácio Jário Queiroz de Albuquerque, a paciente cumpriu com os requisitos, posto ter apresentado laudo fundamentado, prova de incapacidade financeira de arcar com o custo do medicamento, além de evidenciar a comercialização normal do remédio.

"Ademais, é irrelevante, na hipótese, o fato de que o medicamento requerido na exordial não se encontram no rol listado pelo Ministério da Saúde daqueles que são de competência do Ente Estatal, pois questões de ordem interna da Administração Pública, que dizem respeito à implementação de assistência à saúde, não podem servir de empecilho à pretensão autoral, uma vez que estamos tratando de direito à saúde, cuja responsabilidade dos entes políticos está constitucionalmente fixada", destacou o relator. Clique aqui e confira a decisão na íntegra.

O juiz Inácio Jário também comentou que a falta de previsão orçamentária não pode servir como escudo para eximir o ente público de cumprir com o seu dever de prestar o serviço de saúde adequado à população. "Dessa forma, os argumentos do apelante não podem ser acatados, posto que está em jogo valor muito superior a questões orçamentárias, administrativas, ou de lacuna legislativa, devendo ser assegurado ao cidadão o exercício efetivo de um direito constitucionalmente garantido".

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