
O prefeito de Sousa, Fábio Tyrone (PSB), prestou mais uma entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (28) e falou sobre diversos assuntos, inclusive relacionados a política sousense.
O gestor sertanejo comentou sobre a polêmica que envolve o pagamento de salários de parlamentares que assumiram pastas na gestão municipal mais optaram pelo salário de vereador.
O gestor sousense disse que a lei deve ser cumprida pelo presidente da Câmara Municipal de Sousa. O prefeito acusou o vereador Novinho de Carlão (PDT) de desafiar a lei em não pagar os salários dos secretários que optaram por receber os vencimentos do poder legislativo.
Fábio Tyrone justificou que a Câmara tem recursos sobrando e na prefeitura faltando. O gestor chegou a desfiar o presidente da Câmara para mostrar os extratos bancários da casa legislativa.
“Me mostre o extrato da conta da Câmara, hoje se não tiver dinheiro pra pagar, a prefeitura assume. Tem dinheiro sobrando. Aumentou mais de um milhão de reais no duodécimo, é um absurdo isso, um milhão e duzentos mil reais há mais, e isso é dinheiro que sai da seringa do povo de Sousa”, desafiou.
O prefeito chegou a fazer um trocadilho com presidente da Câmara. O gestor disse que está "velho", mas se fosse “Novinho” não desafiava a lei. Para Tyrone, o presidente da Câmara Municipal está mal orientado e há má fé.
“Lei é pra ser cumprida e é determinação judicial. Isso vai dá uma improbidade que não tem quem resolva. Mesmo Novinho eu não desafiei a lei, é um absurdo, desafiar a lei uma ordem judicial e não cumprir se tem dinheiro em conta. Mostre o extrato amigo”, disparou o gestor.
Por fim, Tyrone disse ainda que a Câmara Municipal “não dá um pão a ninguém”, apesar de não ser o papel e a função do poder legislativo. Ele chegou a insinuar que o vereador Novinho de Carlão não entende da função que ocupa e sugeriu que o vereador teria que estudar sobre a lei.
Os vereadores Eugênio Rodrigues, que assumiu a Secretaria de Comunicação, Roberto Freire, Secretaria de Assistência optaram por receberem seus vencimentos pelo Poder Legislativo, detrimento do Municipal.
Sem salários há mais de três meses, os parlamentares ingressaram com uma ação judicial para receberem os seus vencimentos. A justiça concedeu o mandado de segurança aos parlamentares, porem o presidente da Câmara de Vereadores de Sousa, Novinho de Carlão, resolveu recorrer da decisão de 1.ª Instancia que determinou o pagamento imediato aos parlamentares.
O presidente alega que o pagamento dos salários de vereadores que assumiram secretarias podem comprometer o orçamento da casa legislativa. O presidente aguarda uma decisão sobre a questão que tramita no Tribunal de Justiça da Paraíba.