
Para o físico, meteorologista e estudioso das mudanças climáticas, Rodrigo Cézar Limeira, o fenômeno climático e oceânico La Niña se configurou recentemente, de forma moderada, na região central do Oceano Pacífico Equatorial que está com temperatura cerca de 1,7ºC abaixo da média.
De acordo com o meteorologista, esse fenômeno climático e oceânico influencia o clima em várias partes do mundo, e uma das regiões afetadas e beneficiadas é o semiárido do Nordeste.
No caso do semiárido da Paraíba e Rio Grande do Norte, há uma antecipação das chuvas, e que ocorrem em quantidade acima da média em várias localidades no final do ano, a exemplo dos meses de outubro, novembro e dezembro, meses que fazem parte do período chuvoso do sul da Bahia que é influenciado pela atuação de frentes frias que chegam até aquela região neste período.
Com a La Niña formada, essas frentes que atingem à região se deslocam para posições mais ao norte, alcançando a região de Petrolina, com isso, através do escoamento em altitude de ventos de sudoeste, quantidades acima do normal de umidade chegam nesses meses ao semiárido da Paraíba e Rio Grande do Norte, umidade essa que interage com o forte calor observado no final de ano no interior do Nordeste, fato que provoca chuvas isoladas e que podem ser fortes em alguns locais. Esse fenômeno é chamado de Instabilidade Atmosférica Decorrente da Atuação de Frentas Frias no sul da Bahia, pontua o estudioso Rodrigo Cézar.