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Polícia Federal, Gaeco, CGU e MPF deflagram nona fase da Operação Calvário em João Pessoa

A operação investiga a atuação de organização criminosa por meio da contratação fraudulenta de Organizações Sociais para gerir os serviços da saúde e da educação.

Por: Redação Fonte: Com informações da Polícia Federal
27/10/2020 às 09h07 Atualizada em 28/10/2020 às 12h06
Polícia Federal, Gaeco, CGU e MPF deflagram nona fase da Operação Calvário em João Pessoa
Participam da operação 19 policiais federais e dois auditores da CGU. (Foto: Reprodução).

A 9ª fase da Operação Calvário foi deflagrada na manhã desta terça-feira (27) em João Pessoa, Cabedelo e Brasília, em atuação conjunta da Polícia Federal, Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB), Controladoria-Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF). Estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa, Bayeux, e Cabedelo, na Paraíba; Aracaju, em Sergipe; e no Distrito Federal. Participam da operação 80 policiais federais.

Até o momento não há informações de cumprimento de mandados de prisão. Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

A operação investiga a atuação de uma organização criminosa formada por meio da contratação fraudulenta de Organizações Sociais para gerir os serviços essenciais da saúde e da educação no Estado da Paraíba. Os recursos teriam beneficiado empresários e agentes públicos. 

Este trabalho conjunto representa a nona fase da Operação Calvário, tendo por objeto robustecer o conjunto probatório de situações detectadas nas fases anteriores, principalmente no tocante ao crime de lavagem de dinheiro. 

Os levantamentos apontaram que, no período de 2011 a 2019, somente em favor das OS contratadas para gerir os serviços essenciais da Saúde e da Educação, que integram as investigações de todas as fase da Operação Calvário, o Governo da Paraíba empenhou 2,4 bilhões de reais, tendo pago mais de 2,1 bilhões, dos quais estima-se um dano ao erário de mais de R$ 134 milhões.

Impacto social

As irregularidades praticadas pela organização criminosa impactaram fortemente a qualidade do atendimento prestado à população carente nos hospitais públicos estaduais gerenciados pelas Organizações Sociais, bem como a qualidade do ensino público estadual prestado à população da Paraíba.

Participam da operação 19 policiais federais e dois auditores da CGU.

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