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Zenildo não vai à audiência pela segunda vez alegando motivos de saúde e defesa de Marcondes o acusa de má fé

A defesa do ex-deputado federal alega que no dia seguinte à audiência, Zenildo estava em uma academia.

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
25/10/2022 às 12h48 Atualizada em 25/10/2022 às 13h03
Zenildo não vai à audiência pela segunda vez alegando motivos de saúde e defesa de Marcondes o acusa de má fé
Zenildo não compareceu em duas audiências alegando motivos de saúde. (Foto: Reprodução).

Uma ação protocolada no Juizado Especial Misto da Comarca de Sousa pediu para que o vice-prefeito de Sousa, Zenildo Rodrigues de Oliveira, seja investigado por supostos crimes e atos de improbidade administrativa em virtude de ausência em audiência de instrução devido a apresentação de um atestado médico irregular.

O processo é sobre danos morais movido pelo ex-deputado federal, Marcondes Gadelha (PSC), por supostas declarações que feriram a honra do político. A instrução estava marcada para o dia 18, numa terça-feira, mas Zenildo apresentou um atestado alegando problemas de saúde.

Na petição, o advogado alega que houve má fé praticada pelo político, já que no dia seguinte ele apareceu nas redes sociais numa academia praticando exercícios físicos, pela manhã.

“O escárnio para com o Poder Judiciário é tão grande que a parte Promovida não teve sequer a discrição ou mesmo o zelo de omitir a prática fraudulenta de suas próprias redes sociais, ao repostar o conteúdo em questão”, pontuou o advogado.

Ele também afirmou que mesmo que o atestado seja verdadeiro “certamente não haveria tamanha disposição à prática de atividade física no segundo dia de afastamento”.

Relembre o caso: Marcondes Gadelha entra na justiça após Zenildo Oliveira proferir agressões verbais em programa de rádio

Os atestados

O representante de Marcondes alegou que os atestados são “estranhamente” assinados pela mesma médica, servidora da Prefeitura de Sousa, e que ele teria condições de ter utilizado um serviço de saúde particular.

Ele pediu para que a justiça julgue, de forma antecipada, a ação de danos morais e condene Zenildo ao pagamento de indenização por danos morais e multa por litigância de má fé.

Adiamentos

A audiência já havia sido adiada uma vez, em fevereiro, quando a defesa do vice-gestor apresentou um primeiro atestado por motivos de saúde.

O que diz Zenildo

O gestor foi procurado e informou que estava impedido de participar da audiência por razões médicas. Ele informou que caberá à justiça tomar as decisões cabíveis e negou as irregularidades alegadas na petição. Por fim, Zenildo não comentou sobre ter ido à academia no dia seguinte à audiência de instrução.

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