
Os bastidores da política de Sousa, no Sertão paraibano, mais precisamente dentro do grupo “Gadelha” que comanda os diretórios Nacional, estadual e municipal Partido do Social Cristã (PSC), foi bastante movimentado com reuniões, tomadas de decisões e desilusões.
Nos encontros ocorridos base muito diálogo, conversas, discussões, imposições, entendimentos e desentendimentos, que aconteceram durante o dia e se estenderam até a noite de ontem, terça-feira (8), foi tomada uma decisão: O ex-deputado Federal Leonardo Gadelha será o nome do PSC a ser homologado como candidato a prefeito da legenda para disputar a prefeitura nas eleições de 15 de novembro do corrente ano, pelas oposições.
Por outro lado, bastante chateada e se dizendo preterida pela cúpula do partido, a advogada Myriam Gadelha não será mais candidata a prefeita. Conforme nota publica grupo de whatsapp de seus apoiadores, “Myriam a Força do Povo”, a advogada, e agora ex-pré-candidata à prefeita de Sousa, afirma que a decisão do partido não foi justa porque no entendimento dela o candidato deveria ser aquele que pontua melhor nas pesquisas e que está mais afinado com a militância, porém ocorreram outros critérios de escolha, afirmou.
Em outro trecho de mensagem direcionada a uma praticante do grupo de nome “Letícia Gadelha” a advogada fala de bombardeios, machismo e caciquismo dentro do PSC sousense.
“Obrigada, Letícia! Esse processo todo foi muito doloroso! Fui alvo de muitos bombardeios, dentro do próprio grupo. Há machismo, caciquismo, mas estamos aqui para contar a história e não deixar que ela se repita.”
Confira a nota na integra:
Gente, boa noite! Agradeço demais o apoio de todo vocês, desde o começo até agora.
Evidentemente, não achei a decisão justa, mas foi a decisão do grupo. No meu entendimento, o candidato deve ser aquele que pontua melhor nas pesquisas e que está mais afinado com a militância, mas existem outros critérios de escolha.
Não poderei agora continuar o trabalho dos meus pais - sobretudo o trabalho da minha mãe - da forma que gostaria. Mas tenho certeza de que esses dias foram apenas o começo de um resgate que, mais tarde, irá se materializar.
Meus pais sonharam com uma Sousa gigante, estiveram aqui dia e noite trabalhando por isso, e esse sonho continua muito vivo: é ideia de igualdade, de proximidade com a cidade, de amizade, de carinho, de justiça, respeito às minorias, compromisso com o povo.
Compromisso real, de quem está na cidade, porque ama, e não de quem aparece só nas eleições, como é costume de muitos políticos. Compromisso de quem tem amigos aqui, de quem respeita suas raízes e, por isso, abraça e se vê abraçado.
Temos muito a fazer. Aline e Salomão não morreram em vão. Eu e Lafa estamos aqui para fazer esse resgate. Talvez não seja agora, mas será. Não tenham dúvidas. Eleição, diante disso, é só um detalhe.
No mais, vocês sabem que podem contar comigo, como sempre.
Um beijo em todos e muito obrigada, de novo e de novo.