
O ex-presidente e atual candidato à Presidência da República, Lula (PT), esteve em Campina Grande no dia de ontem e fez um discurso no Parque do Povo e deixou claro que o seu candidato para o Governo do Estado é o senador Veneziano Vital (MDB). O discurso aconteceu no evento que contou com mais de 20 mil pessoas.
Lula também deixou claro que o seu candidato ao Senado Federal é do pré-candidato Ricardo Coutinho (PT), que enfrenta imbróglios com a Justiça Eleitoral se há a confirmação da sua candidatura ou não.
“Vamos eleger Veneziano governador e Ricardo senador. Nesse Estado eu tenho candidato a governador. E ele é Veneziano. Tenho candidato ao Senado e ele é Ricardo Coutinho”, afirmou Lula.
O nome do companheiro (ou companheira) de chapa de Veneziano, porém, não foi anunciado.

Em seu longo discurso, Lula falou primeiramente sobre o desafio das Eleições deste ano. O petista afirmou que o pleito deste ano é diferente.
“Nós não estamos disputando uma eleição comum. Nós estamos disputando contra o fascismo. Nós estamos disputando contra pessoas que não têm sentimentos. Contra pessoas que não choraram uma lágrima por conta das pessoas que morreram de Covid. Nós estamos disputando contra pessoas que negaram a vacina e que não salvou metade das pessoas que morreram pelo vírus”, pontuou.
Em seguida, Lula falou tem ele e o povo tem a missão de resgatar a democracia no país.
“Eles acharam que eu tinha acabado para a política. Graças à vocês, eu estou aqui, forte e com vontade de vencer outra eleição. Eles nunca podiam imaginar que eu iria voltar com a vontade que eu estou. O que nos motiva é a causa que a gente defende e todos nós temos que ter certeza que a nossa causa agora é recuperar a democracia deste país e o direito do povo estudar, viajar, comer...”, afirmou.
O petista afirmou também que Bolsonaro tem medo do povo brasileiro.
“Ele sabe que ele tá negando a urna eletrônica. Na verdade, não se preocupe, ele não está com medo da urna porque ele sabe que a urna é coisa séria. O que ele tem medo é do povo brasileiro”, declarou.

Ele ainda falou sobre o auxílio que o Presidente dará para setores da classe trabalhadora do Brasil.
“Agora, ele aprovou um auxílio emergencial que vai até dezembro. Vai dar dinheiro pra motorista até dezembro e pretende gastar 40 bilhões de reais. Serão as eleições mais caras do Planeta Terra. Eu quero dar um conselho para vocês, se cair dinheiro na conta de vocês, peguem e coma, porque senão eles vão tomar outra vez”, afirmou.
Lula, por fim, falou sobre sua união com Geraldo Alckmin na chapa para a Presidência.
“Eu chamei Alckmin seguindo um mandamento de Paulo Freire. Ele disse que nós temos que nos juntar aos divergentes para derrotar o antagonista”, finalizou.
Antes de Lula, diversas lideranças do PT e de outros partidos que compõem a chapa de Lula também discursaram no Parque do Povo.
O primeiro deles foi o paraibano Lindeberg Farias, que chamou o ex-juiz Sérgio Moro de “canalha”.
“Eu estava em São Paulo quando aquele canalha do Sérgio Moro decretou ilegalmente a prisão do presidente Lula. Para a gente resgatar a democracia do país, aquele juiz vai ter que ir pra cadeia por ter rasgado a Constituição Brasileira”, afirmou.
Quem também falou foi o senador pelo Amapá, Randolfe Rodrigues, que ressaltou que essas eleições serão diferentes das demais.
“São 61 dias que nos separam da eleição mais importante de nossas vidas. Não é uma eleição que está em jogo, é um destino de uma geração. É o Brasil que queremos construir. Vamos ocupar as ruas, não são os canalhas do fascismo que vão nos amedrontar. Não é a violência e as balas deles que nos amedrontam”, declarou.
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, também discursou e ressaltou para uma mobilização para um debate de ideias com as pessoas nas ruas.
“Eu quero pedir a vocês, onde estiverem, para serem agentes de campanha. Vamos fazer uma grande rede territorial. Queremos trabalhar aonde as pessoas estão, onde elas moram, vivem, estudam. Nós não somos robôs, somos gentes de carne e osso”, pontou.
O pré-candidato ao Senado pelo PT, Ricardo Coutinho, também discursou e ressaltou a fala de Gleisi.
“Precisamos não apenas pisar na cabeça da serpente, mas esmagar a cabeça da serpente fascista que se instalou nesse país. A gente precisa fazer campanha de dentro para fora. Tem muita gente que precisa ouvir as ideias que estão dentro de vocês. Tem muita gente que está profundamente irritada com a vida que o inominável deu para o nosso país, mas eles precisam canalizar isso, mas só é possível conversando com as pessoas”, afirmou.

Por fim, Veneziano Vital falou sobre os principais pontos que precisam de ações do seu governo.
“Nós temos muito a realizar e a retomar obras que foram paralisadas. Precisamos levar o Hospital de Trauma ao povo sertanejo, investir no emprego, na juventude, poder fazer a inclusão, respeitar o LGBTQIA+, trazer os movimentos sociais para serem ouvidos, investir na agricultura familiar”, afirmou.
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