
Com a ficha suja devido à condenação por atos de improbidade administrativa, que suspendeu os seus direitos políticos, o ex-prefeito Francisco Nóbrega Almeida, conhecido popularmente por “Cigano”, continua a exercer o cargo de secretário de finanças da prefeitura do município de São Domingos, no sertão paraibano. Clique aqui e veja a denúncia de fato.
Diante da possível irregularidade, a prefeita do município, Odaísa de Cassia Queiroga da Silva Nóbrega, que é esposa do ex-prefeito Cigano, foi denunciada ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), pelo cometimento de possível ato improbidade administrativa, conduta descrita nos arts. 9, caput, incisos I, II e IV, e 11, incisos I e V da Lei 8.429/92, por estar mantendo o esposo, impedido legalmente de exercer cargo de natureza política, devido a condenação judicial, no cargo de secretário de finanças, o que em tese teria causado prejuízo aos cofres públicos no valor de mais de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) de recebimento de remuneração. Além do ajuizamento da ação civil pública, o denuncia anônima pede ao MPPB que solicite numa possível ação, que seja determinada de forma imediata, a exoneração de Cigano do cargo de Secretário.
Conforme a denúncia, mesmo depois de ter sido considerado um político ficha suja, devido às irregularidades cometidas quando foi prefeito de São Domingos, período de 2004 a 2008, Cigano, já no mandato seguinte de 2009 a 2012 da prefeita eleita à época, Adeilza Soares Freires, foi nomeado ao cargo de secretário de finanças. Em seguida, foi renomeado sucessivamente em 2013 e 2017, já na gestão da esposa Odaisa Cássia, e continua no cargo, comandando as finanças da edilidade municipal, feito um déspota, até os dias atuais, em total desrespeito a leis vigentes no nosso pais.
Outra solicitação feita pelo denunciante anônimo é o envio de ofício a Câmara Municipal de São Domingos para informar sobre as penalidades sofridas por Cigano e qual a situação jurídica dele, especificando quais condenações ele possui, e de que natureza, cível, criminal, administrativa, além de enviar cópias de eventuais contas desaprovas ou sentenças/acórdãos condenatórios para que o poder legislativo tome ciência e providências das supostas ilegalidades.