
O prefeito de Sousa, Fábio Tyrone (Cidadania), discursou no Orçamento Democrático Estadual, na última sexta-feira (13) e pediu votos para o pré-candidato a deputado estadual, Lindolfo Pires (PP), e para o pré-candidato a deputado federal, Wilson Santiago (Republicanos), que é réu na Operação Pés de Barro.
O evento aconteceu no auditório da Universidade Federal de Campina Grande – Campus Sousa e contou com a presença do governador João Azevêdo, além dos seus secretários, diretores e aliados. Alguns prefeitos da região do sertão também estiveram presentes.
Em sua fala, o gestor sousense aproveitou para pedir votos para os seus candidatos ao parlamento: Lindolfo Pires para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba, e Wilson Santiago, na Câmara dos Deputados, em Brasília.
“Quero saldar o deputado federal Wilson Santiago. Se algum desavisado me pergunta por que eu voto em Wilson e por que eu peço voto a Wilson, eu respondo: ‘Porque Wilson, todos os dias, ajuda a fazer uma Sousa maior, principalmente para o povo mais carente da minha terra’”, declarou.
Ao falar sobre Lindolfo, o prefeito ressaltou que o parlamentar é de Sousa.
“Quero saldar um amigo e irmão, um deputado que nós votamos por gostar, que é daqui, que é do Matumbo, que é de Sousa. Saldar e abraçar, pedir um voto para Lindolfo Pires. Um deputado nosso, genuinamente nosso”, concluiu.
O deputado Wilson Santiago vem passando por problemas com a Justiça e com o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Recentemente, em abril, o colegiado da Casa abriu um processo contra o parlamentar após o mesmo ser acusado pelo partido Novo de ter cometido corrupção passiva e organização criminosa em investigação da Operação Pés de Barro.
No documento, o partido pede a cassação do mandato de Santiago.
O STF ainda determinou o afastamento do deputado, mas a Câmara derrubou a decisão em fevereiro de 2020. O relator do caso à época, o deputado Marcelo Ramos (PSD-AM), recomendou que o caso fosse levado ao Conselho de Ética.
A Operação Pés de Barro tem como premissa um acordo de colaboração premiada. Na delação, o colaborador informou que teria sido pressionado a pagar propinas que variavam entre 10% e 5% num suposto superfaturamento das obras da Adutora de Capivara.
Na Adutora, as obras iniciais teriam sido contratadas por R$ 24,8 milhões e, segundo as investigações, a distribuição das propinas eram orçadas no valor de R$ 1,2 milhão.
Além de Wilson Santiago, o ex-prefeito de Uiraúna, João Bosco, também é alvo da investigação.
Confira em vídeo:
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