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Prefeito de Uiraúna, Bosco Fernandes é posto em liberdade após decisão do STF

Eles estavam presos desde 21 de dezembro do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Pés de Barro.

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
04/07/2020 às 10h47 Atualizada em 05/07/2020 às 16h54
Prefeito de Uiraúna, Bosco Fernandes é posto em liberdade após decisão do STF
Prefeito de Uiraúna, Bosco Fernandes é solto pelo STF. (Foto: Reprodução).

O prefeito afastado de Uiraúna, João Bosco Nonato Fernandes, foi posto em liberdade pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pagar fiança de R$ 522,5 mil. Também foi colocado em liberdade o assessor de gabinete do deputado federal Wellington Roberto, Israel Nunes de Lima. 

Eles estavam presos desde 21 de dezembro do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Pés de Barro. Na época, também houve cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços do deputado federal Wilson Santiago (PTB), que ainda está sob investigação. 

O ministro do STF encaminhou ofício ao presidente da Câmara Municipal de Uiraúna dando ciência do afastamento cautelar de João Bosco Nonato Fernandes. O prefeito está proibido de ter acesso às sedes da Prefeitura, secretarias e todos os locais em que se exerça qualquer atividade administrativa relacionada ao município de Uiraúna, seja no âmbito da administração pública direta ou pública indireta.

Israel Nunes de Lima também foi proibido de ter acesso à Câmara dos Deputados e seus anexos.

Operação Pés de Barro

As suspeitas em relação aos investigados são de desvio de recursos públicos por meio de contratos com recursos federais. O prefeito de Uiraúna já havia sido condenado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, neste ano, por improbidade administrativa.

As investigações da Operação Pés de Barro apuram pagamentos de propina decorrentes do superfaturamento das obras de construção da “Adutora Capivara”, um sistema adutor que deve se estender do município de São José do Rio do Peixe ao município de Uiraúna, no Sertão da Paraíba.

As obras contratadas, inicialmente, pelo montante de R$ 24,807 milhões já teriam permitido, de acordo com as investigações, a distribuição de propinas no valor R$ 1,266 milhão.

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