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Calote: João Azevedo pagou R$ 4,8 milhões pelos respiradores que nunca chegaram à Paraíba

Como a empresa não cumpriu os prazos e não devolveu o dinheiro, o Consórcio acionou a Polícia Civil da Bahia, que instaurou um inquérito.

Por: Redação Fonte: Paraíba Rádio Blog
10/06/2020 às 15h00
Calote: João Azevedo pagou R$ 4,8 milhões pelos respiradores que nunca chegaram à Paraíba
Governador da Paraíba comprou resperadores que nunca chegaram a PB. (Foto: Reprodução).

Deputados dos nove estados do Nordeste criaram uma comissão parlamentar para acompanhar as ações do Consórcio Nordeste, bloco formado pelos governadores da região com o objetivo de realizar ações conjuntas. De acordo com carta de intenções assinada por 26 deputados estaduais, a iniciativa interestadual foi posta em prática para cobrar maior transparência das ações implementadas pelo grupo.

Os parlamentares querem saber o motivo pelo qual o Consórcio Nordeste pagou R$ 48 milhões de maneira antecipada a uma empresa da China que forneceria 300 respiradores para tratamentos de pacientes com Covid-19. Os equipamentos nunca foram entregues, destaca reportagem da Folha.

Cada equipamento custou R$ 160 mil. A Bahia fez o maior aporte R$ 9,6 milhões por 60 ventiladores. A Paraíba  e outros sete estados nordestinos, investiram R$ 4,8 milhões/estado e receberiam 30 respiradores cada.

O Consórcio Nordeste informou que a empresa HempCare, que se apresentava como revendedora de equipamentos hospitalares, não cumpriu o cronograma de entrega estabelecido.

Conforme a investigação policial, o contrato foi assinado no dia 8 de abril e os aparelhos deveriam ter sido entregues nos dias 18 e 23 de abril. Após o não cumprimento do cronograma estabelecido, um novo prazo foi acordado e os estados deveriam ter recebido os equipamentos até 15 de maio.

Como a empresa não cumpriu os prazos e não devolveu o dinheiro, o Consórcio acionou a Polícia Civil da Bahia, que instaurou um inquérito.

A investigação apontou que a empresa tentou negociar de forma fraudulenta com vários entes públicos, entre eles hospitais de campanha e de base do Exército de Brasília.

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