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Em Sousa, Ricardo Coutinho crítica TCE, diz que a corte de contas tem medo do Ministério Público e acusa João Azevêdo de destruir a Paraíba

Em entrevista ao Debate Paraíba, o ex-governador falou sobre Lula, João Azevêdo e seus problemas com o Tribunal de Contas.

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
14/02/2022 às 19h57 Atualizada em 15/02/2022 às 15h53
Em Sousa, Ricardo Coutinho crítica TCE, diz que a corte de contas tem medo do Ministério Público e acusa João Azevêdo de destruir a Paraíba
Ricardo Coutinho (PT) dá entrevista ao Debate Paraíba, em Sousa (Foto: Debate Paraíba)

O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), esteve em agenda em Sousa e prestou entrevista ao portal Debate Paraíba para falar dos seus projetos e da corrida eleitoral que acontecerá neste ano de 2022. O petista falou sobre sua pré-candidatura ao Senado Federal, sobre João Azevêdo (Cidadania) e sobre seus problemas com o Tribunal de Contas da Paraíba e com o Tribunal Superior Eleitoral.

Ricardo começou falando sobre o que ele chamou de “destruição em curso” e sobre a sua caminhada ao lado do deputado federal Luís Couto (PT).

“É uma tristeza você perceber a destruição em curso por falta de vontade e de responsabilidade da atual gestão. Esse reencontro com muitos companheiros do PT e de militância me fez acompanhar uma agenda do deputado Luís Couto (PT) e eu decidi, de última hora, ir participar delas e foi muito bom pois revi muita gente bacana. Vi demonstração de carinho da população, que esteve presente em todos esses momentos”, pontuou.

O ex-gestor falou sobre o seu objetivo para este ano, que é a eleição presidencial de Lula contra o atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido).

“Estamos começando uma caminhada que tem como principal objetivo a eleição do presidente Lula, mas ao mesmo tempo nós não podemos entregar a ele um Congresso reacionário e contra as reformas que ele quer fazer no governo. Nós precisamos fazer reformas populares, rediscutir a reforma trabalhista e previdenciária”, afirmou.

Ricardo falou sobre os planos de Lula e seu, caso eleito para o cargo de Senador.

“É hora de rediscutir a superação do teto de gastos. Esses debates serão debatidos num Congresso que deverá ser engajado e eu me sinto preparado para atuar. Eu tenho uma história e estou candidato ao Senado porque acho que o Brasil precisa dos seus melhores quadros”, declarou.

Perguntado sobre a sua situação de elegibilidade junto ao TSE e sobre suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da Paraíba, Ricardo falou que o órgão de contas julgou as contas dele com medo do Ministério Público.

“Aqueles que tiverem vontade de votar em mim, terão a oportunidade de votar. As contas rejeitadas pelo TCE são apenas uma página mal escrita e vergonhosa produzida pelo órgão. Ele julgou minhas contas com profundo medo do Ministério Público. É lamentável isso, mas é a verdade”, comparou.

Ele continuou argumentando sobre a rejeição de contas pelo TCE-PB e disse que o órgão só rejeitou suas contas porque "estavam espremidos” e deram um “argumento ridículo”.

“Depois de governos complicados nesse estado, o TCE rejeitou minhas contas com um argumento ridículo. Eles rejeitaram dizendo que eu não cumpri os 60% do Fundeb, mas eles ignoraram os prêmios que eu dei aos professores. Quem é professor, sabe sobre o 14º e 15º salários.Eles tinham que arrumar um argumento para rejeitar as minhas contas. Isso é um escândalo”, pontuou.

Por fim, sobre a sua relação com o atual governador João Azevêdo (Cidadania), Ricardo falou que ele tirou o “ritmo que o Estado construiu”.

“O governo não esteve à altura para lidar com os problemas. Ele retirou todo o ritmo que o Estado construiu e não era somente pelas obras, mas pela construção de um modelo que me permitisse acelerar o desenvolvimento.

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