
Os casos de coinfecção por gripe e Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, avançam e atingem oito unidades da Federação. As mais recentes confirmações ocorreram na Bahia, Distrito Federal e Mato Grosso. Brasil tem ao menos 135 situações notificadas. Na terça-feira (4/1), eram 122.
A Secretaria de Saúde baiana registrou 11 casos de flurona, como a dupla infecção é chamada popularmente. Moradores de Salvador, Feira de Santana, Camaçari Senhor do Bonfim e Jaguarari foram diagnosticados com as doenças.
Uma mulher de 34 anos é o primeiro caso de flurona em Cuiabá. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde.
No Distrito Federal, uma menina de 8 anos que testou positivo para Covid-19 e influenza A ao mesmo tempo, como revelou a coluna Grande Angular. No entanto, a Secretaria de Saúde ainda não registrou o caso oficialmente.
Veja o número de ocorrências por estado:
Até esta quarta-feira (5/1), Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Distrito Federal e Bahia notificaram episódios do tipo.
A dupla infecção é conhecida como “flurona“, uma junção das palavras “flu”, que é gripe em inglês, com parte da palavra “coronavírus”.
Além do Brasil, Estados Unidos, Israel, Hungria e Espanha registraram flurona.
A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catariana emitiu uma comunicado oficial, informando que há nove casos de flurona em investigação no estado.
Juiz de Fora, cidade mineira distante 260 km de Belo Horizonte, investiga três casos de infecção dupla por Covid-19 e gripe. A prefeitura da cidade não detalhou idade, sexo e estado de saúde da pessoa que está com suspeita da contaminação.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, que já confirmou dois eventos de contaminação simultânea, investiga outros 17 casos.
Os pacientes infectados por flurona, geralmente, apresentam febre, dor no corpo, falta de apetite, tosse, dor nas articulações, nos músculos e na garganta.
Em casos mais graves, pode haver falta de ar e a necessidade de internação. Especialistas afirmam, entretanto, que a população não precisa se apavorar, pois não há evidências de que a coexistência dos vírus causará quadros mais graves.