
Colegas de profissional da saúde que contraiu a Covid-19 e trabalha no Hospital Regional de Sousa reclamam que não foram submetidos a testes para verificar se foram contaminados pela doença e nem tampouco foram afastados das suas atividades. Um dos motivos da preocupação é que a profissional, antes de testar positivo, trabalhou dois plantões seguidos no laboratório do HRS e teve contato, em cada plantão, com no mínimo 06 profissionais.
A técnica em enfermagem trabalhou pela última vez no laboratório do HRS, em plantões de 24h, nos dias 18 e 19 de abril, e veio testar positivo no dia 27, quando realizou o teste num laboratório particular da cidade. Ela foi afastada do trabalho e se encontra em casa, se recuperando.
Com medo de represálias da direção do Hospital, os colegas da profissional, que pediram para ter seus nomes identificados, afirmaram que ela já vinha apresentado quadro de tosse e que procurou o setor de epidemiologia da unidade hospitalar para realizar um teste rápido, porem avaliaram que não seria necessário.
Um profissional que trabalhou com técnica de enfermagem no hospital disse que após o diagnóstico ter sido confirmado pediu a coordenação do setor que fosse realizado testes rápidos em todos os profissionais que tiveram contato com ela durante os plantões. Porém, a direção do HRS teria se negado a fazer e o pior, não afastou ele e nem os demais colegas das atividades.
“O HRS recebeu 40 testes rápidos, se não quiseram fazer, no mínimo, nós, entorno de 12 profissionais, deveríamos ter sidos afastados para ficamos em quarentena, como preconiza a OMS. O laboratório é um ambiente fechado é frio, durante os plantões, na hora de descaso, dormimos num quartinho apertado, uma cama ao lado do outra, respirando o mesmo ar,” desabafou .
Já outro servidor, que trabalha no mesmo setor, relatou que teve que pagar o valor superior a R$ 300,00 para realizar um exame particular e que testou negativo. “Paguei do meu bolso o exame e fui testado negativo. Mesmo assim, por precaução, fui afastado das mesmas atividades que exerço num Hospital do Rio Grande do Norte, porém no HRS terei que trabalhar. Estamos todos apreensivos, com medo de sermos assintomáticos e estamos transmitindo o vírus a outras pessoas, inclusive nossos familiares”, disse.
Até o fechamento da matéria a reportagem do Portal Debate Paraíba tentou entrar em contato com a Coordenadora do Laboratório do HRS, a servidora Marta Dolorosa dos Santos, que não quis falar sobre o assunto e pediu que procurássemos a Direção Administrativa do nosocômio. Tentamos entrar em contato por telefone e via aplicativo de WhatsApp com diretora Paloma Pereira de Abrantes Lopes, mas a nossas ligações não foram atendidas, as mensagens foram visualizadas, porém não respondidas.