
Nesta sexta-feira (22/10), o dólar segue em alta em meio a uma debandada de secretários do Ministério da Economia, causada por desentendimentos sobre a possibilidade de furar o teto de gastos para acomodar o valor de R$ 400 para os beneficiários do Auxílio Brasil, programa que substituirá o Bolsa Família.
A moeda teve alta de 0,70%, chegando a R$ 5,71. Na quarta-feira (20/10), o dólar teve alta de quase 2%, chegando a R$ 5,66. Na maior cotação do dia, foi a R$ 5,6889, renovando máximas que não eram vistas desde abril.
As movimentações negativas são uma reação principalmente à demissão de quatro secretários da equipe econômica do governo federal. O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, se demitiram na tarde de quinta-feira (21/10), após o fechamento da Bolsa.
Após Funchal e Bitterncourt, a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araújo, também pediram exoneração por razões pessoais.
Além do desfalque na equipe econômica, outra demissão surpreendeu o mercado, a saída do secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho.