
O relator da CPI da Covid-19, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou o parecer oficial aos integrantes da comissão, que será lido na sessão desta quarta-feira (20/10). O documento, que tem 1.180 páginas, pede o indiciamento de 66 pessoas e duas empresas. A votação será na próxima terça-feira (26/10).
O relatório foi alterado durante reunião do G7 na noite dessa terça-feira (19/10), após mal-estar por causa do vazamento do documento no último fim de semana.
No novo parecer, o relator retirou o pedido de indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pelo crime de genocídio contra povos indígenas e o de indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) pelo crime de advocacia administrativa. Esses eram pontos divergentes entre os senadores do grupo majoritário.
Entre os nomes dos indiciados, estão o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), os filhos do mandatário Carlos (Republicanos-RJ), Flávio (Patriota-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), além dos ministros Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Walter Braga Netto (Defesa) e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência).
Os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores) também foram indiciados.
Na última versão, os nomes do pastor Silas Malafaia, do secretário de Saúde Indígena, Robson Santos da Silva, do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Augusto Xavier, e do sócio da Belcher Farmacêutica Emanuel Catori foram retirados.