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MPPB e serviços de Saúde definem fluxo de atendimento a pacientes com sofrimento mental, em Sousa

O serviço vai atuar de forma conjunta com o Corpo de Bombeiros e Polícia Militar para encaminhar os pacientes aos órgãos de saúde.

Por: Redação Fonte: Da Assessoria
17/09/2021 às 16h08 Atualizada em 20/09/2021 às 16h46
MPPB e serviços de Saúde definem fluxo de atendimento a pacientes com sofrimento mental, em Sousa
O serviço vai atuar de forma conjunta com o Corpo de Bombeiros e Polícia Militar para encaminhar os pacientes aos órgãos de saúde. (Foto: Reprodução).

Foi assinado, na manhã desta sexta-feira (17/09), um termo de compromisso que define as responsabilidades dos serviços de saúde e o fluxo de atendimento de pacientes com transtorno ou sofrimento mental e necessidades decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas ilícitas no município de Sousa no Sertão do Estado. Com isso, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) passa a ser a “porta de entrada” a quem usuários e familiares devem acionar, através do telefone 192. O serviço vai atuar de forma conjunta com o Corpo de Bombeiros e Polícia Militar para encaminhar os pacientes, incluindo os que estiverem em surto psicótico, ao Hospital Regional de Sousa ou ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município.

As responsabilidades e o fluxo de atendimento foram acordados pelos serviços envolvidos, durante reunião realizada na sede da Promotoria de Justiça de Sousa, pelas promotoras de Justiça Larissa de França Campos e Ana Luiza Braun Ary, que atuam respectivamente na defesa do cidadão e da saúde. Elas explicaram que a reunião teve como objetivo construir, de forma efetiva, a rede de apoio e atenção psicossocial aos pacientes com transtornos e sofrimentos mentais na rede pública de saúde, garantindo aos usuários e familiares um atendimento de melhor qualidade e mais humanizado.

Participaram o coordenador do Caps III Tozinho Gadelha, Alex Araújo; a coordenadora do Creas-Sousa, Débora Pereira; a diretora administrativa do Hospital Regional, Palomma Lopes; as representantes do Samu, Waleska Pinto e Nayanne Lacerda; o major do 6º Batalhão do Corpo de Bombeiros, Emerson Cruz e o capitão do 14º Batalhão da PM, José Mendes.

Responsabilidades e fluxo

Com a assinatura do termo de compromisso, ficou estabelecido que o Samu será o serviço para quem os familiares dos pacientes com transtornos mentais e necessidades decorrentes do uso de drogas, incluindo os que estiverem em surto psicótico, deverão acionar para requerer o encaminhamento devido.

A PM e o Corpo de Bombeiros deverão prestar o apoio à estabilização do atendido, junto com o Samu. Esses serviços realizarão a contenção do paciente em surto psicótico usando, em último caso e se necessário, ataduras fornecidas pelos Bombeiros e Samu, seguindo a alocação dele em maca e transporte para, a depender de cada caso, o Hospital Regional ou Caps.

O Hospital Regional de Sousa ficará responsável por fazer a estabilização dos pacientes em surto, encaminhando-os ao Caps nos dias em que houver disponibilidade do médico psiquiátrico (o que inclui todos os dias da semana, feriados e finais de semana).

O Caps III Tozinho Gadelha, por sua vez, é o serviço de referência em saúde mental do município, responsável por receber os pacientes já estabilizados e efetuando o seu trabalho, com a avaliação médica, tratamento ambulatorial e, em último caso, possível internação por um prazo máximo de 14 dias, conforme estabelece legislação própria, para posterior envio do usuário à família.

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