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Ex-mulher de Bolsonaro acionou Planalto por nomeações a pedido de lobista

Apesar da articulação de Ana Cristina e do lobista, Bolsonaro acabou indicando Daniel Macedo para o cargo de defensor público da União

Por: Redação Fonte: Metrópoles
03/09/2021 às 11h19
Ex-mulher de Bolsonaro acionou Planalto por nomeações a pedido de lobista
Foto: Reprodução/Facebook

Mensagens de celular em posse da CPI da Covid-19 apontaram que a ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, mãe de Jair Renan Bolsonaro (conhecido como filho 04), entrou em contato com o Palácio do Planalto para influenciar em nomeações de órgãos públicos a pedido do lobista Marconny Faria, investigado pela comissão.

De acordo com o material obtido pelo O Globo, em 2020, Marconny pediu ajuda de Ana Cristina Siqueira Valle para sugerir a escolha do defensor público da União (DPU), junto ao então ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, atual membro do Tribunal de Contas da União (TCU).

As conversas indicam que um dos candidatos, o defensor público Leonardo Cardoso, procurou o lobista para pedir apoio à candidatura. Ele, então, contatou Ana Cristina. Na mensagem, enviou a ela o e-mail institucional de Jorge Oliveira usado à época.

A ex-esposa de Bolsonaro respondeu que faria o contato com Jorge, mas por WhatsApp: “Vou mandar um zap com a mensagem e (sic) mais pessoal ”.

Ela enviou à Jorge Oliveira: “Bom dia meu amigo venho lhe pedir um apoio ao candidato Dr Leonardo Cardoso de Magalhães para assumir o cargo de Defensor Público-Geral Federal da Defensoria Pública da União. É um candidato alinhado com os nossos valores, técnico e apoiador do Jair, sei que os outros dois candidatos são de esquerda, se puder fazer isso por mim serei muito grata um abraço”.

Apesar da articulação de Ana Cristina e do lobista, Bolsonaro acabou indicando Daniel Macedo para o cargo de defensor público da União.

Mensagens

As mensagens foram compartilhadas aos membros da CPI pelo Ministério Público Federal (MPF) no Pará, que teve acesso aos diálogos durante uma investigação sobre desvio de recursos públicos em um órgão ligado ao Ministério da Saúde.

O material foi extraído após autorização judicial do telefone celular de Marconny Faria.

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