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De Cabo a Rabo: Além da namorada e do irmão no Governo do Estado, Tyrone tem outro irmão na Câmara de Sousa e tentou manter madrasta na prefeitura

O prefeito emplacou vários familiares em cargos públicos e ainda tentou manter madrasta na prefeitura de Sousa.

Por: Redação Fonte: Leonardo Alves, Da Redação do Debate Paraíba
07/02/2020 às 12h41 Atualizada em 07/02/2020 às 12h58
De Cabo a Rabo: Além da namorada e do irmão no Governo do Estado, Tyrone tem outro irmão na Câmara de Sousa e tentou manter madrasta na prefeitura
Fábio Tyrone, prefeito do município de Sousa. (Foto: Reprodução).

Sempre pensando na família e em plena sintonia com os aliados políticos, o prefeito da cidade de Sousa, no sertão paraibano, Fábio Tyrone Braga de Oliveira (Sem partido), tem conseguido nomear familiares no Governo do Estado e na Câmara Municipal de Sousa. 

Além da namorada, Mariana Queiroga Cartaxo, que foi nomeada para o cargo de Chefe do Núcleo Administrativo e Financeiro do Centro Especializado em Reabilitação de Sousa e do irmão mais novo, José Iury Nunes de Oliveira no cargo de Articulador Cultural da 10ª Região de Cultura da Secretaria de Estado da Cultura do Governo da Paraíba, o prefeito também emplacou o irmão mais velho em outro cargo público. 

Trata-se do jovem Abel Sales de Sousa, que exerce o cargo de Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Sousa, vereador Radamés Estrela e recebe um salário de R$ 2.028,00. Assim como a namorada e o irmão mais novo, Abel também foi nomeado a pedido do prefeito.   

Devido a Nomeação de parentes, Fabio Tyrone responde por ação de atos de improbidade Administrativa. 

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O prefeito de Sousa já responde a uma ação por atos de improbidade administrativa que tramita na 4ª Vara da Comarca de Sousa que  pede a condenação do gestor a sanções como a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos, o pagamento de multa e a proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente.

Na referida ação, o prefeito é acusado pelo Ministério Público da Paraíba de nomear a madrasta dele, a senhora Lenilda Nunes da Silva, para assumir o cargo em comissão de diretora financeira, com lotação na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. Ela exerceu o cargo de janeiro a novembro de 2017, quando foi exonerada.

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Para a promotoria, foram afrontados os princípios da moralidade, impessoalidade, igualdade e eficiência, que norteiam a administração pública, e houve, no caso em questão, o descumprimento da súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe a nomeação de parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada.

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