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Museu da Língua Portuguesa é reinaugurado após quase seis anos fechado em reforma por causa de incêndio

O museu é localizado na Praça da Luz, em São Paulo, cidade que tem o maior número de falantes do português no mundo. Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, discursou durante a cerimônia.

31/07/2021 às 15h09
Por: Redação Fonte: G1
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O prefeito Ricardo Nunes (MDB), o governador João Doria (PSDB) e o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) reinauguram oficialmente o Museu da Língua Portuguesa neste sábado (31) — Foto: Governo do Estado/Divulgação
O prefeito Ricardo Nunes (MDB), o governador João Doria (PSDB) e o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) reinauguram oficialmente o Museu da Língua Portuguesa neste sábado (31) — Foto: Governo do Estado/Divulgação

O Museu da Língua Portuguesa foi oficialmente reinaugurado neste sábado (31), seis anos depois de um incêndio em 2015 que destruiu parte do prédio.

Um dos primeiros museus totalmente dedicados a um idioma, ele é localizado na Luz, região central de São Paulo, cidade que tem o maior número de falantes do português no mundo. São 260 milhões de falantes dessa língua em todo o planeta.

A visita neste sábado foi apenas para convidados, mas a partir de domingo (1º) o museu será aberto ao público

Por causa da pandemia de Covid-19, o museu foi reaberto com protocolos além do cerimonial que cerca as autoridades. Todos os convidados foram testados antes de entrar no museu, as portas foram mantidas abertas e as cadeiras foram afastadas para garantir o distanciamento social.

Na cerimônia oficial de reinauguração o Hino Nacional Brasileiro e o Hino de Portugal foram cantados por Fafá de Belém.

Estiveram presentes representantes de países que falam a língua portuguesa como o ministro da Cultura de Angola, e os presidentes de Cabo Verde e Portugal.

O museu recebeu a Ordem de Camões, concedida pelo governo português a pessoas e instituições que prestem serviços relevantes à língua portuguesa. O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, discursou durante a cerimônia.

“Seis anos volvidos, aqui viemos para não esquecer as cinzas do passado, mas para a partir delas construirmos o futuro. (...) Essa é uma celebração do futuro, o nosso futuro, o futuro da nossa língua em comum”, afirmou.

O presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, também discursou durante a cerimônia.

"Língua que nos une a todos que foi sendo recriada através de muitas falas, diferentes sotaques."

Os ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também discursaram no evento. O governo federal não mandou representante.

O prefeito da capital Ricardo Nunes (MDB) e o governador do estado João Doria (PSDB) também compareceram. Durante seu discurso, Doria salientou que o museu voltou ampliado com mais recursos e tecnologia.

“Penso ser especialmente emblemático o fato de devolvermos aqui o Museu da Língua Portuguesa à sociedade, devolvendo a São Paulo, ao Brasil e aos países da língua portuguesa esse belíssimo museu em meio ainda a uma pandemia que apenas no Brasil já dizimou mais de 553 mil brasileiros."

"Um museu que está localizado na Estação da Luz e que tem a luz, a luz da nossa língua, a luz que nos une, a luz que nos move, a luz que nos promove, a luz que nos protege. E voltou e voltou melhor, com mais recursos, mais tecnologia, ampliado e e fortalecido por todos os cuidados que foram objetos dessa construção de recuperação do museu."

Por causa da pandemia, as visitas estão restritas a grupos de 40 pessoas a cada 45 minutos. Os ingressos podem ser comprados pela internet com dia e horário agendados. Os visitantes vão receber um chaveiro touch screen para evitar o toque das mãos nas telas interativas. O uso de máscara é obrigatório.

Aos sábados a visita é gratuita, mas também precisa ser agendada. Nos outros dias, o ingresso custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa é uma realização do Ministério do Turismo e do Governo de São Paulo, concebida e implantada pela Fundação Roberto Marinho. Tem como patrocinador master a EDP e patrocinadores o Grupo Globo, o Grupo Itaú Unibanco e Sabesp, todos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

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