
Durante reunião realizada na tarde de ontem, segunda-feira (20/01), com a cúpula da Federação Paraibana de Futebol (FPF) e dirigentes de clubes, o procurador do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e coordenador da Comissão Permanente de Prevenção e Combate à Violência nos Estádios, Valberto Lira, vetou o pedido de deferimento de liberação para realização de jogos no Estádio Governador Antônio Mariz, o Marizão.
O indeferimento se deu com base num relatório por parte das entidades responsáveis pela segurança nas praças esportivas. Em dezembro de 2019, o procurador Valberto Lira já havia se pronunciado sobre o caso, afirmando, naquela oportunidade, que de todos as praças esportivas a que preocupava mais era o Marizão, em Sousa, que, segundo ele, não tinha nenhuma condição de receber jogos oficiais por conta do péssimo estado de conservação do gramado.
Durante uma participação num programa esportivo de rádio na Capital, o procurador voltou a se pronunciar sobre o caso afirmando que os responsáveis pelo Estádio não haviam protocolado nenhuma documentação e que o marizão apresentava problemas estruturais, sanitários, entre outros. O procurador também reclamou que a documentação foi enviada pela Secretaria de Esporte do Município através do aplicativo WhatsApp, sem nenhum protocolo junto ao órgão ministerial.
Com esta decisão, pela primeira vez na história, desde que foi inaugurado em 1994, O Estádio Antônio Mariz, apelidado de O Marizão, que foi construído para que o Sousa pudesse fazer suas partidas sem precisar deslocar para São Gonçalo, um distrito a 18 km do centro da cidade, foi proibido de receber jogos do campeonato Paraibano.
Sousa Esporte Clube, estreia hoje, as 20h, no paraibano contra o Perilima, no Amigão em Campina Grande. Os jogos no Marizão, ainda depende de uma inspeção que será realizada pelos órgãos de segurança do governo da Paraíba, sem data marcada para acontecer.