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Governo mandou abrir inquérito para impedir divulgação de codificados

O Governo do Estado chegou, através da Polícia Civil, a abrir um inquérito com o objetivo de impedir a divulgação de dados e valores dos codificados.

Por: Redação Fonte: Marcelo José
16/07/2021 às 16h33
Governo mandou abrir inquérito para impedir divulgação de codificados
O Governo do Estado chegou, através da Polícia Civil, a abrir um inquérito com o objetivo de impedir a divulgação de dados e valores dos codificados. (Foto: Reprodução).

Alguns temas sempre foram muito temidos pelo Governo do Estado da Paraíba. Contratação da Cruz Vermelha Brasileira, escândalo do Jampa Digital, Cuiá, e entre outros diversos fatos estava o “Caso dos Codificados”.

O Governo do Estado chegou, através da Polícia Civil, a abrir um inquérito com o objetivo de impedir a divulgação de dados e valores referentes a beneficiados e pagamentos de codificados.

O presidente do Sindifsco, Manoel Isidro enfrentou ações do Governo do Estado da Paraíba, na gestão do ex-governador Ricardo Coutinho, em razão da polêmica da divulgação da lista de beneficiados e do pagamento de milhões de reais aos chamados codificados.

A investigação Calvário na denúncia que ofereceu contra Ricardo Coutinho nesta quarta-feira, dia 14, revela que o Governo do Estado controlava as informações sobre dados e valores que envolviam os codificados na Paraíba. E por isso Manoel Isidro virou alvo da ação governamental.

Manoel Isidro, na condição de presidente de um dos mais importantes sindicatos, o dos auditores fiscais do estado, ligado ao Fórum dos Servidores Públicos, questionava o pagamento de milhões de reais e milhares de servidores codificados, em detrimento da falta de valorização dos servidores públicos que mantinham os serviços à população.

Na época Manoel Isidro foi alvo de inquérito policial e também recebeu ameaças por ter requerido por meios legais e posteriormente ter divulgado lista dos codificados, fornecida pelo Banco do Brasil e disponibilizada pelo Tribunal de Contas do Estado.

A denúncia revela que Manoel Isidro chegou a ser ouvido pela polícia da Paraíba por ordem dos integrantes da orcrim, o que originou o processo nº 0010066-63.2017-815.2002.

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