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Em relatório de prestação de contas anual, TCE aponta irregularidades da gestão da Prefeitura de Sousa em 2019

Em sua conclusão, o órgão aponta seis irregularidades da gestão municipal; confira os principais tópicos

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
22/06/2021 às 15h00 Atualizada em 23/06/2021 às 11h06
Em relatório de prestação de contas anual, TCE aponta irregularidades da gestão da Prefeitura de Sousa em 2019
TCE emitiu relatório sobre análise das prestações de contas de Sousa (Foto: Divulgação)

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba publicou nesta terça-feira (22) o Relatório de Prestação de Contas Anual e Análise Defesa sobre o acompanhamento da gestão da Prefeitura Municipal de Sousa em 2019.

De acordo com o documento, o relatório consolida a análise das informações prestadas ao Tribunal através de documentos bem como a auditoria das contas anuais, abarcando a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, patrimonial e de resultados, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicações das subvenções e renúncia de receitas.

O relatório incidiu-se sobre a Câmara Municipal de Sousa, a Prefeitura Municipal de Sousa, o Departamento de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de Sousa – DAESA e o Fundo Municipal de Saúde de Sousa. De acordo com o SAGRES, os quatro órgãos em análise empenharam o valor de R$ 147.043.143,27 (cento e quarenta e sete milhões, quarenta e três mil, cento e quarenta e três reais e vinte e sete centavos).

Os instrumentos de planejamento foram o PPA (Plano Plurianual), a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei Orçamentária Anual), publicados entre 2017 e 2018. A LOA estimou a despesa em R$ 166.754.475,00 (cento e sessenta e seis milhões, setecentos e cinquenta e quatro mil, quatrocentos e setenta e cinco reais), autorizando a abertura de créditos adicionais suplementares de R$ 41.688.618,75 (quarenta e um milhões, seiscentos e oitenta e oito mil, seiscentos e dezoito reais e setenta e cinco centavos).

O relatório afirma que houve uma abertura de créditos adicionais sem autorização legislativa no valor de R$ 3.463.000,00 (três milhões e quatrocentos e sessenta e três reais).

O órgão apontou, ainda, que a receita orçamentária do município totalizou R$ 136.914.039,69 (cento e trinta e seis milhões, novecentos e quatorze mil, trinta e nove reais e sessenta e nove centavos), porém, a despesa orçamentária executada somou-se em R$ 147.043.143,27 (cento e quarenta e sete milhões, quarenta e três mil, cento e quarenta e três reais e vinte e sete centavos).

Ou seja, houve um déficit de execução orçamentária, sem a adoção de medidas efetivas, segundo o TCE. O número do déficit é de R$ 10.129.103,58 (dez milhões, cento e vinte e nove mil, cento e três reais e cinquenta e oito centavos), sendo 7,40% da receita orçamentária arrecadada.

O TCE aponta também que o Balanço Patrimonial Consolidado apresenta déficit financeiro (passivo financeiro-ativo financeiro) na quantia de R$ 20.269.939,42 (vinte milhões, duzentos e sessenta e nove mil, novecentos e trinta e nove reais e quarenta e dois centavos).

Dentro dos aspectos qualitativos da despesa, o Tribunal de Contas elencou as naturezas delas, mostrando que mais da metade das despesas do município estão relacionadas a pagamento de pessoal e encargos sociais.

Sobre as licitações, o órgão apontou que foram realizados 176 procedimentos licitatórios no período. Em relação às obras e serviços de engenharia, foi totalizado R$ 4.457.114,74 (quatro milhões, quatrocentos e cinquenta e sete mil, cento e quatorze reais e setenta e quatro centavos) para pagamento de despesas, o que correspondeu a 3,03% da Despesa Orçamentária Total.

Na Educação, o FUNDEB representou uma despesa de R$ 20.774.038,17 (vinte milhões, setecentos e setenta e quatro mil, trinta e oito reais e dezessete centavos), sendo aplicados em 86,70% destinados para remuneração dos profissionais do magistério.

Na saúde, foram aplicados R$ 11.553.137,99 (onze milhões, quinhentos e cinquenta e três mil, cento e trinta e sete reais e noventa e nove centavos), correspondendo a 17,05% da receita de impostos da cidade.

O TCE mostrou que a Prefeitura omitiu valores da dívida fundada e não-contabilização de atos e/ou fatos contábeis. As dívidas são com a Cagepa e com a Energisa, constituindo um valor de R$ 31.849.069,34 (trinta e um milhões, oitocentos e quarenta e nove mil, sessenta e nove reais e trinta e quatro centavos)

Houve, ainda, repasse ao Poder Legislativo em desacordo com o art. 29-A, da Constituição. Segundo o Tribunal, o repasse do Poder Executivo ao Poder Legislativo correspondeu a 7,23 % da receita tributária mais as transferências do exercício anterior, descumprindo o exigido neste dispositivo.

Outro problema foi sobre a inadimplência no pagamento da contribuição patronal, dentro das Contribuições Previdenciárias. Não houve recolhimento de contribuições patronais no valor de R$ 4.125.203,62 (quatro milhões, cento e vinte e cinco reais, duzentos e três reais e sessenta e dois centavos) ao INSS.

Em sua conclusão, o Tribunal de Contas apontou as seguintes irregularidades:

– Baixa arrecadação de IRRF;

– Baixo Desempenho da Administração Tributária Municipal;

– Despesas realizadas a conta de recursos do FUNDEB acima do total de ingressos de

recursos desse fundo;

– Déficit na execução orçamentária;

– Baixa realização de Investimentos; e

– Existência de débito de contribuições patronais devidas ao RGPS.

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