
O deputado Leonardo Gadelha defendeu, em pronunciamento na Câmara dos Deputados, o chamado distritão para as eleições de 2022.
Distritão é o sistema majoritário com função de eleger deputados e vereadores, funcionando exatamente como as eleições para prefeitos, senadores, governadores e presidentes. Ou seja, o sistema proporcional, que vigora hoje para os cargos de deputados e vereadores, seria abolido. O sistema proporcional leva em consideração não apenas a votação obtida por um candidado, mas o conjunto dos votos de seu partido. Existem articulações em Brasília em defesa do distritão e para que ocorra uma mudança na lei eleitoral, através de uma emenda à Constituição.
Leonardo, em seu início, fala sobre as reiteradas vezes que defendeu o distritão, falando que o mesmo é utilizado em outros países de democracia consolidada.
“Amigos, aqui cabe uma explicação. Por reiteradas vezes, manifestei-me em favor do modelo distrital puro. E continuo achando que esse sistema, que é adotado em democracias maduras como as europeias e as norte-americanas, é o mais adequado para o país. Especialmente porque promove a aproximação entre representantes e representados”, declarou.
Com o Congresso debatendo apenas essas duas vias de sistema de votação, Leonardo afirmou que entende o distritão como o mais adequado para o país, como forma de uma possível ascensão para o chamado Distrital Puro.
“Ocorre que, neste instante, o Congresso avalia, apenas, duas possibilidades, quais sejam a manutenção das regras que vigoraram em 2020 ou a adoção do Distritão. Nesse sentido, optei por abraçar o Distritão, sob a premissa de que ele pode servir de ponte para uma futura adoção do Distrital Puro”, disse.
O deputado, na sequência, fala sobre o que o país poderia colher com o referido sistema.
“Na prática, isso poderia até ser bom. Como existem muitas dificuldades operacionais para se desenhar os distritos, nós ganharíamos algum tempo, ao passo em que o eleitor ia se familiarizando com a nova lógica eleitoral”, enfatizou.
Por fim, Leonardo conclui mostrando que apesar disso, o sistema não é perfeito, mas é legítimo e democrático.
“Por fim, é importante ressaltar que, embora não seja perfeito, o Distritão é um modelo legítimo e democrático, no qual os mais votados acabam eleitos. E nada é mais sacrossanto no Estado Democrático de Direito do que a soberania popular!”, concluiu.