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Caso dos R$ 382 mil: TRE-PB mantém proibição de contato entre investigados da Operação Lastro em Sousa

As prisões chegaram a ser convertidas em preventivas, mas posteriormente foram substituídas por medidas cautelares.

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
05/11/2026 às 09h53 Atualizada em 05/11/2026 às 10h22
Caso dos R$ 382 mil: TRE-PB mantém proibição de contato entre investigados da Operação Lastro em Sousa
As prisões chegaram a ser convertidas em preventivas, mas posteriormente foram substituídas por medidas cautelares. (Foto: Debate Paraíba).

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, por unanimidade, manter a medida cautelar que proíbe o contato entre os investigados na Operação Lastro, deflagrada pela Polícia Federal para apurar a suposta utilização de R$ 382 mil em espécie durante a campanha eleitoral deste ano, no município de Sousa, no Sertão paraibano.

A decisão foi tomada em sessão realizada nesta quarta-feira (4), durante o julgamento de um Habeas Corpus apresentado pela defesa de Alanildo Gomes Nunes e Talisson Magalhães Queiroga, que buscava derrubar as restrições ainda impostas aos investigados.

A operação teve origem após um alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) sobre um saque de alto valor em dinheiro vivo, realizado poucos dias antes do pleito eleitoral.

No dia 29 de setembro, os dois homens foram presos em flagrante no interior de uma agência bancária em Sousa. Na ocasião, policiais federais apreenderam R$ 382 mil em cédulas. Alanildo é apontado como gerente de uma das empresas do ex-prefeito e candidato a deputado federal Fábio Tyrone (PSB).

As prisões chegaram a ser convertidas em preventivas, mas posteriormente foram substituídas por medidas cautelares. Em uma etapa da investigação, a Polícia Federal também cumpriu mandado de busca e apreensão na residência de Fábio Tyrone.

Durante o julgamento, a defesa solicitou a retirada da última restrição que permanecia em vigor: a proibição de comunicação entre os investigados.

O advogado Romero Sarmento Abrantes argumentou que a medida teria perdido sua finalidade com o encerramento do processo eleitoral e estaria prejudicando a rotina profissional de Alanildo, que exerce função de gestão em empreendimento ligado a Fábio Tyrone.

A defesa também sustentou que o dinheiro apreendido teria origem lícita e corresponderia a pagamentos operacionais da empresa.

A relatora do processo, desembargadora Helena Fialho, votou pela manutenção da medida, argumentando que a restrição ainda é necessária enquanto o inquérito policial estiver em andamento. Os demais integrantes da Corte acompanharam o entendimento, resultando em decisão unânime.

Defesa nega irregularidades

Na época da deflagração da Operação Lastro, a assessoria e a defesa de Fábio Tyrone negaram a existência de qualquer prática ilícita relacionada à sua atuação política ou empresarial.

Com a decisão do TRE-PB, permanece em vigor a proibição de contato entre os investigados enquanto prosseguem as apurações.

O caso segue sob investigação, e a apreensão dos R$ 382 mil, assim como as circunstâncias envolvendo a movimentação financeira, ainda são objeto de apuração pelas autoridades.

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