
O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) concedeu prazo de 20 dias ao prefeito de Aparecida, João Rabelo de Sá Neto, para apresentar explicações sobre despesas consideradas excessivas com a aquisição de materiais de limpeza e higienização. O levantamento da auditoria aponta um gasto de R$ 1.298.082,02 em 2025, com um excesso de R$ 683.731,98 em relação à média histórica do município.
O caso foi identificado durante a análise da Prestação de Contas Anuais referente ao exercício financeiro de 2025, após denúncia encaminhada à Ouvidoria do órgão de controle.
Conforme o Relatório Inicial, a representação foi formulada pelo Ministério Público de Contas da Paraíba (MPC-PB), por intermédio do procurador Luciano Andrade Farias, que apontou possíveis irregularidades e indícios de gestão antieconômica nas aquisições realizadas pela Prefeitura.

Os números chamam atenção principalmente quando comparados aos de municípios maiores da região. Em 2024, Aparecida, que possui aproximadamente 8 mil habitantes, gastou R$ 1.296.265,90 com materiais de limpeza.
No mesmo período, Pombal registrou despesas de R$ 516.344,64, enquanto Sousa desembolsou R$ 650.476,84. Somados, os gastos das duas cidades chegaram a R$ 1.166.821,48, ou seja, R$ 129.444,42 a menos do que Aparecida gastou isoladamente.
A auditoria também identificou uma diferença expressiva na evolução das despesas municipais. Entre 2021 e 2024, a média anual dos gastos com materiais de limpeza e higienização, atualizada pelo IPCA, foi de R$ 614.350,04.
Entretanto, em 2025, o valor alcançou R$ 1.298.082,02, representando uma despesa R$ 683.731,98 superior à média histórica, equivalente a aproximadamente 111,29% acima do parâmetro utilizado pela auditoria.
Diante dos apontamentos, o prefeito João Rabelo de Sá Neto terá 20 dias para apresentar esclarecimentos ao TCE-PB sobre os gastos realizados pela administração municipal.