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Cibersegurança exige participação da alta liderança

Especialistas da Grant Thornton apontam cinco medidas para reduzir riscos em um cenário de ataques mais sofisticados impulsionados pela inteligênci...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
18/08/2026 às 10h38
Cibersegurança exige participação da alta liderança
Freepik

O avanço da IA e da digitalização tornou os ataques cibernéticos mais sofisticados e colocou a cibersegurança no centro das decisões estratégicas das empresas. O tema, que antes ficava mais restrito à área de TI, hoje exige o envolvimento da alta liderança e dos conselhos. Felipe Duarte, sócio de IT Risk da Grant Thornton, alerta que "restringir a cibersegurança à área de TI reduz a capacidade da organização de identificar e gerenciar riscos estratégicos que afetam todo o negócio".

Embora o incidente aconteça no ambiente tecnológico, seus impactos podem se espalhar por toda a empresa, afetando operações, interrompendo o faturamento e o atendimento aos clientes e até gerando penalidades financeiras.

A IA intensifica esse desafio. Se, por um lado, a tecnologia aumenta a produtividade, por outro, também torna os ataques mais sofisticados e reforça a importância da governança de dados. Afinal, informações inconsistentes podem comprometer os resultados obtidos com a própria tecnologia. Alline Benfatti, líder de Forensic, Integrity & Dispute Services (FIDS) na empresa, aponta que "muitas empresas ainda são reativas e agem após os incidentes". Segundo ela, o fator humano continua sendo uma das principais vulnerabilidades, tornando os treinamentos contínuos ainda mais importantes.

Nesse cenário, o compliance também ganha novas dimensões. O chamado Digital Compliance passa a incluir temas como privacidade, cibersegurança, governança de dados, IA e resiliência. O foco deixa de estar apenas na criação de políticas e passa a envolver também o acompanhamento e o uso responsável dessas tecnologias. Na prática, essa mudança exige que as empresas adotem uma abordagem mais ampla para prevenir e gerenciar riscos. Os especialistas da Grant Thornton destacam cinco medidas essenciais para avançar nessa direção:

1. Levar o tema para a alta liderança: conselhos e executivos devem conhecer os principais riscos cibernéticos e entender possíveis impactos financeiros, operacionais, jurídicos e reputacionais.

2. Investir na conscientização das equipes: treinamentos periódicos ajudam os colaboradores a reconhecer ameaças e entender seu papel na proteção das informações.

3. Testar os planos antes de uma crise: simulados e testes de recuperação ajudam a identificar falhas e avaliar se equipes, processos e tecnologias estão preparados para responder a incidentes.

4. Fortalecer a governança de dados: mapear fontes de informação, definir responsáveis e estabelecer políticas de qualidade, acesso e segurança é fundamental, especialmente diante da expansão da IA.

5. Avaliar fornecedores e parceiros: terceiros também podem representar pontos de vulnerabilidade. Por isso, seus controles e práticas de segurança precisam fazer parte da gestão de riscos da organização.

Segurança também é competitividade
A maturidade em cibersegurança começa a influenciar também a capacidade das empresas de fazer negócios. Organizações que atuam globalmente ou se relacionam com grandes empresas enfrentam exigências cada vez maiores em relação à proteção de dados, aos controles e à segurança de terceiros.

"Cada vez mais, a maturidade em cibersegurança é percebida como um diferencial competitivo. Demonstrar práticas robustas de segurança, proteção de dados e gestão de riscos fortalece a confiança do mercado e influencia decisões de negócio," conclui Duarte.

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