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Estudo indica que 14% adotam IA avançada em Supply Chain

Dados da Live University/Inbrasc mostram que o setor (que produz, transporta e entrega mercadorias) ainda engatinha na extração de valor dos dados;...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
28/07/2026 às 13h48
Estudo indica que 14% adotam IA avançada em Supply Chain
Divulgação - Prestex

A primeira edição do Índice de Maturidade Tecnológica em Supply Chain 2026 (IMTS), compilado pela Live University / Inbrasc, revelou que a cadeia de suprimentos, responsável por produzir, transportar e entregar mercadorias no Brasil, utiliza muita tecnologia, mas extrai pouco valor estratégico dos dados. Segundo o levantamento, 88% das empresas declararam usar IA generativa em tarefas básicas, mas apenas 14% alcançaram um estágio avançado na utilização de Agentes de IA para aplicação analítica ou preditiva.

O estudo teve como base 456 respondentes de 328 empresas com predominância de grandes corporações (76% com faturamento acima de R$ 300 milhões e 50% acima de R$ 1 bilhão) e foi apresentado no mês de junho pelo diretor da Live University, Alex Leite, em um evento para empresas do segmento. "Embora a infraestrutura básica esteja consolidada (98% disseram utilizar ERP), o índice aponta um contraste nítido entre a adoção de tecnologias operacionais e a capacidade de utilização estratégica para prever riscos e integrar parceiros", destacou Alex Leite.

O IMTS também apontou que as empresas preveem investir, em média, R$ 1,8 milhão em tecnologias para a cadeia de suprimentos. O saneamento de dados lidera o ticket médio (R$ 680 mil), seguido por plataformas (R$ 577 mil), enquanto a IA fica com R$ 517 mil, refletindo uma adoção que ainda é incipiente. O cenário reflete um movimento bottom-up (de baixo para cima). Embora a força de trabalho já use a tecnologia por conta própria na base operacional, as lideranças corporativas ainda tateiam como transformá-la em estratégia integrada de negócio.

Impacto na Logística Ultraexpressa B2B

O especialista em logística ultraexpressa B2B Marcelo Zeferino, CCO da Prestex, analisa que o segmento, de forma geral, está na mesma direção: "As empresas vivem uma época de 'obesidade' de informação e escassez de análise de valor. Muito mais importante do que ter um monte de dados, é saber o que fazer com eles", afirmou. O especialista destaca também que o comportamento do consumidor B2C (empresa/cliente) influenciou o B2B (empresa/empresa): "Se, há três anos, receber no mesmo dia era um diferencial, hoje é um pré-requisito praticamente em todos os nichos de mercado", afirmou.

Em uma operação logística B2B ultraexpressa, que funciona no modelo 24/7 em todo território nacional entregando de medicamentos a grandes maquinários para a indústria, cada minuto conta. Neste ambiente de extrema urgência, a Inteligência Artificial, além do operacional, é vista como uma solução para equilibrar agilidade, escala e disponibilidade contínua, avançando para a preditividade. Entre as empresas deste segmento que já colhem os ganhos da IA avançada está a Prestex Logística Ultraexpressa, que implementou Agentes de IA da HubSpot diretamente à jornada do cliente (ERP) e ao Sistema de Gestão de Transportes (TMS).

Diferentemente dos chatbots tradicionais, os agentes de IA adotados pela companhia possuem autonomia para acessar sistemas e tomar decisões, explica o CCO Marcelo Zeferino. Em seis meses, a tecnologia resolveu 30% dos atendimentos sem intervenção humana e reduziu em quase um terço a sobrecarga interna. O tempo médio de resposta para rastreamento urgente caiu para 10 minutos. O sistema ainda realiza consultas de faturas em tempo real, direcionando automaticamente demandas complexas para os setores comercial, operacional ou financeiro.

Rastrear x Monitorar:

O estudo IMTS da Live University apontou que a resiliência e os riscos (21%) e o acompanhamento de parceiros (14%) são os pontos mais frágeis da cadeia no Brasil. A rastreabilidade moderna surge exatamente para minimizar e antever esses riscos, principalmente em setores regulados (como a indústria farmacêutica) e de produtos de alto valor agregado.

Ao criar seu próprio sistema de gestão em 2009 (o Sisprestex), a Prestex traz o conceito de que rastrear é muito superior a apenas monitorar. "Monitorar é ver onde a carga está. Rastrear é entender tudo o que acontece com ela ao longo do trajeto. Se ocorrer um atraso, o monitoramento mostra a posição atual, a rastreabilidade preditiva identifica onde houve a ruptura, quanto tempo foi perdido e qual o impacto para a operação", explica Zeferino, CCO da Prestex.

O especialista ressalta que as grandes novidades da IA avançada na rastreabilidade estão na integração com sensores de IoT e análise avançada de dados. "O rastreamento ganha capacidade preditiva, antecipando eventos e riscos. Com medicamentos, por exemplo, sensores emitem alertas imediatos em caso de violação de temperatura ou anomalia".

O fator humano

O estudo da Live University destaca que a capacitação da equipe é a principal barreira para 54% das empresas e 49% atribuem o sucesso das iniciativas tecnológicas ao engajamento da liderança.

Para a Prestex, a automação com Agentes de IA e ferramentas como o Léo e o Max (IAs generativas voltadas para o atendimento de clientes e a comunicação e treinamento de parceiros) potencializam o capital humano. "A tecnologia dá velocidade e precisão, mas a tomada de decisão ética e contextual continua sendo prerrogativa das pessoas. Há situações críticas que exigem discernimento humano para equilibrar urgência, segurança e responsabilidade. A automação libera o time operacional para atuar onde a inteligência humana é de fato insubstituível", conclui Marcelo Zeferino, CCO da Prestex.

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