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Enquanto artistas da terra aguardam cachês, Prefeitura de Cajazeiras pagou R$ 1,15 milhão em contratos para atrações do Xamegão Cultural

A discussão não envolve a contratação das atrações nacionais e regionais, reconhecidas por sua capacidade de atrair público.

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba com Seu Leo
24/07/2026 às 13h06
Enquanto artistas da terra aguardam cachês, Prefeitura de Cajazeiras pagou R$ 1,15 milhão em contratos para atrações do Xamegão Cultural
A discussão não envolve a contratação das atrações nacionais e regionais, reconhecidas por sua capacidade de atrair público. (Foto: Reprodução).

A denúncia feita pelo músico Segundo Dantas, integrante da banda Jefinho Atualizado, colocou em debate a valorização dos artistas locais durante o Xamegão Cultural de Cajazeiras 2026. Segundo o músico, a banda se apresentou no evento realizado no dia 25 de junho, mas, quase um mês depois, o cachê ainda não teria sido pago pela Prefeitura.

Enquanto artistas da terra afirmam aguardar o recebimento pelos serviços prestados, documentos oficiais mostram que a Prefeitura de Cajazeiras homologou contratos que totalizam R$ 1,15 milhão para três atrações do evento: o grupo Menos é Mais, contratado por R$ 750 mil, além de Japãozinho e Noda de Caju, que receberam contratos de R$ 200 mil cada.

A discussão não envolve a contratação das atrações nacionais e regionais, reconhecidas por sua capacidade de atrair público. O questionamento levantado pelos músicos locais diz respeito ao tratamento dado aos artistas da cidade e ao cumprimento das obrigações assumidas pelo poder público.

Segundo Dantas afirma que, no momento da contratação, foi informado de que o pagamento seria realizado antes da apresentação. No entanto, conforme seu relato, a banda subiu ao palco sem receber o cachê, que permaneceria pendente até o momento.

O músico também relata que o grupo enfrentou um episódio constrangedor nos bastidores do evento, quando teria sido retirado do camarim para dar lugar a outra atração. Além disso, afirma que artistas de fora teriam recebido parte dos cachês antecipadamente e o restante no dia do show, enquanto os músicos locais continuariam aguardando o pagamento.

Caso as alegações sejam confirmadas, o episódio pode evidenciar uma diferença de tratamento entre artistas locais e atrações contratadas de outras cidades, em contraste com o discurso de valorização da chamada "prata da casa".

Os contratos homologados pela administração municipal mostram investimentos de R$ 750 mil no show do grupo Menos é Mais, realizado no dia 28 de junho, além de R$ 200 mil para Japãozinho e outros R$ 200 mil para Noda de Caju, totalizando R$ 1,15 milhão em recursos públicos destinados apenas a essas três atrações.

LEIA MAIS: Vídeo: Músico denuncia falta de pagamento e tratamento desigual a artistas locais durante o Chamegão de Cajazeiras

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