
A cidade de Sousa sediou, nesta quarta-feira (22), uma oficina de trabalho voltada à elaboração do Plano de Gestão, Operação e Manutenção das Infraestruturas e Mananciais Receptores das Águas da Transposição do Rio São Francisco na Paraíba (PGOM). O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, técnicos, gestores, integrantes do Comitê da Bacia Hidrográfica Piancó-Piranhas-Açu (CBH-PPA) e usuários de recursos hídricos para discutir o futuro da gestão das águas no Estado.
Realizado no Centro de Ciências Jurídicas e Sociais (CCJS) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o evento teve como foco o planejamento da operação do sistema e a distribuição das águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).
Durante a oficina, o gerente de Operação de Mananciais e Manutenção de Barragens da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), Pedro Chaves, anunciou que o Eixo Norte da Transposição passará a receber um maior aporte de água. Segundo ele, a medida tem como objetivo ampliar a segurança hídrica das regiões atendidas pelo sistema e garantir maior capacidade de abastecimento para os municípios beneficiados.
O anúncio foi acompanhado por discussões sobre os cenários futuros de oferta e demanda de água, além da necessidade de aperfeiçoar a gestão dos recursos hídricos diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pelo aumento do consumo.
Durante os debates, o vereador Ananias Vieira fez críticas à forma como vem sendo realizada a distribuição das águas da Transposição na Paraíba.
Em sua manifestação, o parlamentar questionou os critérios adotados pela AESA para definir o destino das águas e atribuiu ao superintendente do órgão a responsabilidade pelas decisões relacionadas à operação do sistema.
Ananias defendeu maior transparência na gestão dos recursos hídricos, cobrando que os critérios técnicos e as prioridades de atendimento sejam amplamente divulgados para garantir segurança e confiança aos municípios e usuários beneficiados.
A oficina integra as etapas de construção do Plano de Gestão, Operação e Manutenção (PGOM), documento que deverá estabelecer diretrizes para a operação das infraestruturas e dos mananciais receptores das águas da Transposição do Rio São Francisco na Paraíba, buscando assegurar uma distribuição mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos no Estado.